quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hoje eu entendi:

(finalmente)

Eu PRECISO do anonimato.

Assim não vai funcionar, não vai. Não sem a pinga ;)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Explicação

Misturo poesia com cachaça
(Todo mundo tem sua cachaça)

Do Houaiss:
Há uns três anos, quando eu tava prestes a sair do meu primeiro estágio, me deram um computador. Não sei se foi o benefício do trabalho informatizado ou a queda da demanda de final de ano, sei que decidi ter um blog: passar as horas vagas escrevendo, e não jogando paciência, além de mais produtivo, seria mais bem visto.

O blog morreu antes da rescisão do contrato, mas a ideia ficou e já foi retomada em outra tentativa frustrada, devidamente tirada do ar e guardada a sete chaves. Se hoje conto essa história de novo, é pra não quebrar a promessa que fiz a mim mesma de escrever com certa frequência (no mínimo uma vez por mês e/ou com intervalos que não ultrapassem o período de quarenta dias).

A ideia inicial veio daquela música do Vinicius e do Toquinho que tanto me gusta. Da mistura de poesia e cachaça. Gosto da imagem. Mas descobri que ela já tinha sido usada não só pelo Toquinho e pelo Vinicius, como também em outro blog, e achei que precisava de uma ideia nova. Um tempo pensando e percebi que podia até ser que faltasse a poesia, mas a cachaça, essa sim, era essencial.

A lista de sinônimos pra a palavra "cachaça" deve ser a mais extensa do Houaiss. Tem as que todo mundo usa, as que todo mundo conhece; tem as engraçadas. E tem também as inimagináveis e incompreensíveis - pelo menos pra mim, que não sou expert no assunto nem frequentadora fiel dos botecos da cidade. Continuo não fazendo ideia de em que lugar desse Brasil imenso “roxo-forte” é usado para denominar a nossa querida branquinha. Mas gostei de aprender a palavrinha nova.

O roxo-forte renasceu sem nenhuma pretensão literária, informativa ou educacional. Não tem pretensão alguma: é um destinatário. O destinatário que eu escolhi (coitado!) pra despejar pensamentos, sentimentos, fragmentos. Explicações e dúvidas, coisas à toa, pra treinar a escrita e economizar na terapia. O roxo-forte é a minha cachaça.

sábado, 12 de setembro de 2009

Azul celeste

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
Mas não tem um céu azul
Celeste como el de allá

O céu azul - esse era um dos meus motivos pra ficar (eu tinha vários). Em São Paulo você nem vai lembrar de olhar pro céu, dizia ela, em São Paulo não tem graça.

De volta a São Paulo, eu olho pro céu, no mínimo, duas vezes ao dia: por trás da cúpula da igreja de Santa Cecília e pela janela da cozinha do décimo andar. Não vou dizer que não tem graça; não sei se é o alívio de sair à rua depois de uma eternidade dentro do metrô, sei que já vi, com os pés no chão, muitos céus lindos, em dias ensolarados de inverno. Mas lá de cima, mais de perto, é outro céu: o horizonte é uma faixa larga de marrom poluição em degradê, que os prédios altos escondem quando a gente tá no baixo.

Em Santa Fé - e acho que em todas as cidades argentinas que conheci -, não importava a altura do mirante: o céu era sempre azul celeste.

Em Santa Fé, o que mais me impressionava era a ausência de chuva. Eu vi chover umas quatro vezes em quatro meses, e podia ficar várias semanas sem limpar o quarto que não tinha crises de rinite alérgica como as que tenho aqui, diariamente. Eu vi chover umas quatro vezes e não lembro de nenhuma em que a chuva durasse semanas inteiras, como as da terra da garoa, que atualmente suporta dias seguidos de chuva forte, ainda que a impermeabilidade do asfalto não os suporte.

Em Santa Fé quase não tinha dia nublado. As nuvens surgiam não sei de onde, branco-acinzentando o azul celeste do céu. Então chovia. Chovia e logo a vida voltava ao normal: com céu azul celeste e vento - vento norte ou vento sul, dependendo da estação.

De volta a São Paulo, os dias nublados me chateiam e preocupam duplamente. Além de gostar do azul celeste, eu prefiro andar com os pés no chão, sem correr o risco de perder a cabeça nas nuvens.

domingo, 2 de agosto de 2009

Girl don't let your dreams be dreams

She’s just waiting for the summertime, when the weather is fine...

Eu tava com uma vontade imensa de dizer:

- Cansei de esperar o verão, to indo até ele!

colocar uma mochila nas costas, pegar um avião e descer em qualquer cidade-praia com céu azul e temperatura de 25º C pra cima.

Daí gastei a minha viagem pro Nordeste em um tênis novo, quatro meses de academia e tempo de menos (obrigações demais).

Mas pensando melhor amei a metáfora e agora vou usar verão pra tudo: tudo o que eu quero e não posso ficar esperando que despenque na minha cabeça, tudo o que eu quero e tenho que aprender a esperar pacientemente “porque tudo neste mundo tem seu tempo”.

Mas pensando melhor quatro meses de academia é o mínimo do que eu preciso depois de quatro meses de Quilmes. O verão que me espere mais um pouco!

sábado, 1 de agosto de 2009

Hello Blogger!

Em breve - brevíssimo: de hoje não passa!